sábado, 2 de maio de 2009

epicuro na lapa ...

“Verdade é que o homem sensato não evita o prazer, e quando finalmente as circunstâncias o obrigam a deixar a vida, ele não se comporta como se esta ainda lhe devesse algo para a suprema existência” – EPICURO

Quem tem as graças é a tal menina. Eu nem chego a ser engraçado!
Mas sem uns golpes o bisturi não tem graça!

Recomendo mesmo “disponível para amar” para entrar num jogo entre paixões e bom senso, no entanto longe do senso comum. E sim amigo, creio que apreendi à primeira o âmago do teu post. Que de resto, me parece que vai no mesmo sentido do EPICURO.

Os caminhos é que são imprevisíveis, mas os trilhos talvez rondem os que referes.

Ir...

Open up the sky this mess is getting high
its windy and our family needs a ride
I know we'll be just fine when we learn to love the ride.
I know we'll be fine when we learn to love the ride
I know we'll be just fine when we learn to love the ride.

Tim DeLaughter

sexta-feira, 1 de maio de 2009

ok já percebi - cá está a bom senso


acho que o ricardo queria dizer isto com a sua definição

está tudo mais claro

descobri a familia deles - dos bom senso

ahhh já sei

Bom senso pode ser definido como a forma de "filosofar" espontânea do homem comum, também chamada de "filosofia de vida", que supõe certa capacidade de organização e independência de quem analisa a experiência de vida cotidiana.

É a escolha de alguns critérios para decidir sobre os problemas e dúvidas encontrados. Criteriosidade, porém, pouco rigorosa. Mesmo não tendo acesso à filosofia e à ciência, alguns homens são capazes de desenvolver um senso crítico, uma sabedoria de vida, por meio da qual podem assumir uma postura de certa independência em relação à avalanche de informações e pressões ideológicas que os cercam a todo instante.

O bom senso possibilita avaliar, com certo grau de crítica, o transcorrer dos fatos e a maneira vulgar de pensar.

Refere-se ao ato de raciocinar do ser humano (juízo claro, prudência, etc).

Exemplos:

O homem teve bom senso em não gastar todo seu salário em inutilidades, usando-o para coisas realmente necessárias.

O menino tem bom senso por isso não sai de madrugada com desordeiros.

A mulher de bom senso não namora homem preguiçoso.

Quem tem bom senso sabe pensar antes de falar.

Pode ser entendido como um bom raciocínio que a pessoa tem para evitar cometer atos que possam prejudicá-la futuramente.

(wikipedia)

Disponivel para amar

quem se lembra do filme de Wong Kar-Wai? - Disponivel para amar (in the mood for love)

"O filme trata do amor platónico entre uma mulher e um homem,que se apaixonam e que são vizinhos, ambos foram traídos pelos respectivos cônjuges e ambos não se podem ter um ao outro... É um filme que vive sobretudo da insinuação em detrimento da concretização. Há entre os 2 amantes um enorme amor mas em última análise impossível de concretizar.

As performances transmitem uma sensualidade e desejo quase cerebrais, fruto de uma relação platónica, baseada na sugestão. Apesar dos protagonistas falarem muito pouco em cada cena, conseguem transmitir ao espectador a crescente paixão e emoção entre eles, cada vez que aparecem juntos no ecrã.

A estética do filme é desenvolvida através do uso extremo da luz e cor, tendo, portanto, a música um papel preponderante, na criação do ambiente. Com poucos diálogos e uma montagem quase marginal, repetem-se alguns temas musicais, em determinadas cenas, para enfatizar o estado emocional dos protagonistas e suportar a bela fotografia. Realizado a partir de um argumento quase inexistente e privilegiando a improvisação e destruíndo os clichés lamechas dos homónimos americanos do género. Para ser visto in the mood ..."

Já não sei como começam as paixões, mas são vitais, essenciais e muito benvindas e diria que quanto menos cozinhadas melhor. aqui vale o improviso e é das situações em que penso que as recitas são dispensadas... quanto mais inesperado melhor.

fica um dos temas ... pra abrir o apetite

Bom senso, senso comum e paixões

Bom senso é uma característica de personalidade que influencia a forma como abordamos as questões que surgem no nosso quotidiano, senso comum é um tipo de conhecimento alicercado no que é óbvio na sabedoria colectiva. Muitas vezes são noções que andam irmanadas, em tantas outras é bom que não estejam.

Considerar que é de bom senso estar sempre de acordo com o senso comum é o mesmo que dizer que é bom estar sempre de acordo com as maiorias. Um espírito desses deve ser mandado e jamais deve chegar a lugares de chefia. Nomeadamente, no contexto cultural em que vivemos, no qual o risco, a inovação e a aprendizagem são factores fundamentais na gestão seja do que for: empresas, associações, fundações, famílias, religiões, amigos, escolas, etc. Portanto, nos nossos dias ter bom senso deve ser independente do conhecimento do senso comum. Mais: o bom senso é capaz de compreender o senso comum, e aproximar-se dele quando fizer sentido, num dado momento e para um contexto específico. Mas quem assenta demasiado as suas escolhas diárias no senso comum dificilmente terá a liberdade para ponderar novos aspectos, para incluir novas e melhores ideias na sua acção, nomeadamente sempre que for confrontado com a necessidade de improvisar. E a capacidade de improvisação é cada vez mais solicitada pela nossa cultura.

Só uma visão empobrecida de liberdade é que priveligia a associação entre o bom senso e o objectivo de viver de acordo com o senso comum. As culturas fundamentadas nessa visão serão sempre conservadoras e dificilmente evoluem com a sua envolvente.

O bom senso também não deve ser encarado como um adversário da paixão. Pelo contrário, as emoções orientam as nossas escolhas e podem ser verdadeiros impulsionadores da racionalidade. As paixões dão-nos uma orientação duradora e impede-nos de viver ziguezaguiantes perante um ambiente complexo, diverso, cheio de oportunidades interessantes. Permitem-nos ver o futuro, assente em ideias, projectos ou visões. Por outro lado, como nos explica Reymond Boudon, o bom senso é a capacidade de em cada momento suportar uma ideia num "...sistema de razões suficientemente convincente para se impor e mais convincente que os sistemas de razões propostos pela defesa de asserções divergentes. (em O Relativismo)". É no decorrer dessas trajectórias, envolventes, que iremos alimentar o nosso conhecimento: lá se expressará o senso comum e muitos outros aspectos. Será em cada uma dessas experiências, profundas, que ganharemos densidade e dimensão. A paixão dá-nos capacidade de investir, exige-nos isso.

E por isso defendo que devemos encontrar várias paixões ao mesmo tempo - que se traduzirão numa ligação forte a várias razões, sobre as quais poderaremos o nosso quotidiano. Dessa forma preservamos o bom senso e mantemo-nos apaixonados por várias coisas da vida.