terça-feira, 5 de maio de 2009

ocupar a rua





Bom ... que dizer? estra sintonizado é muito excitante! Isto qualquer dia vem com bolinha! e com música é muito melhor ..ui ui.

Mas adiante ...

Os freudianos fariam já um importante referência à díade mãe-bebé e as suas repercussões, em que por exemplo o par amoroso na sua tendência de fusão procurariam esse ambiente regressivo.

Ocorre-me dizer que o sex XX´foi o século do povo e trouxe para a rua com maior frequência a festa, a critica, a ocupação, o direito à expressão livre e criativa.

Contudo, sair à rua, ocupar a rua, estar na rua tem hoje outros contornos

Que nos tra´zame estes anos em termos da ocupação, da vivência da rua. Pelos menos os festivais de Verão estão ai

4 comentários:

Ricardo Castro disse...

Será a sintonização um movimento regressivo ou apenas uma condição natural, constitutiva, da nossa estrutura cognitiva?

A informação transfere-se por fluxos e estes dependem das condições de sintonização.

A nova rua é um lugar onde se fundem o meu lugar e o lugar do outro. Como a diversidade está na rua, é hoje um espaço de experiências, onde aprendemos a negociar o que somos com aquilo que tantos outros são. É também, portanto, um lugar de afirmação e de identificação.

A rua ensina.

Artur disse...

sintonizar pode adquirir várias formas, mas é uma capacidade congitiva e emocional de prospeção e intervenção no meio.

dar aenção, recordar, amar, odiar an so on ....

às vezes as novas ruas fazem-se nas ruas velhas, a tua descrição faz-me lembrar os bairros velhos e sempre com camadas jovens e todo mundo - da mouraria, alfama, martim moniz....

Ricardo Castro disse...

Estive a pensar nesta coisa da sintonia: Freud ou Fluxos?

Acho que funcionam as duas. Os fluxos parecem ser uma parte constitutiva da nossa cognição (seja entre neurónios e entre pessoas), e talvez a sintonia no sentido da criação de uma máxima condutividade, seja uma espécie de príncipio operativo da nossa mente. Mas esse princípio expressa-se através de conteúdos concretos - um tal príncipio não tem "rosto". Por outro lado, os conteúdos são o resultado da conjugação de experiências e o vínculo primordial, relação mãe-bébé, surge aqui como a primeira expriência que cria os primeiros conteúdos. Conteúdos esses que, estando de acordo com essas necessidades da mente são altamente valorizadas, e assim se posicionam como a fonte simbólica na construção das experiências posteriores.

Isto faz-te algum sentido?

catizzz disse...

Quem acredita ou valoriza o espírito sabe que a sintonia tem outros contornos que não apenas humanos. Estar em sintonia com o universo, estar consciente da interligação de tudo o que existe, existiu ou existirá, para lá do tempo e do espaço.