segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pensamento nº 1 a) - O semi-deus

Aqueles que se envolvem com as ideias, com os factos e com as pessoas sabem, só podem saber, quanto exigente é essa posição!

Olhar para o lado é geralmente pouco e replicar o modelo é insuficiente quando não mesmo insensato. Ignorar as realidades limítrofes é letal.

Des-envolver é um processo que excede a figura do semi-deus burocrático e administrativo a quem é atribuída a execução suposta de uma missão.

Ora partindo do princípio de que cada vez mais o esclarecimento tem vindo a ser um benefício de um número crescente de viventes, quer em número, quer em diversidade e complexidade, creio ser legítimo assumir que o exercício do pensamento seja também um acto progressivamente mais discutido.

Refiro-me em particular, às questões que habitam na causa comum, em que questões como a opinião, a escolha ou a ausência dela, a satisfação das necessidades e outros mecanismos equivalentes são aspectos mais tocados.

Contínua, como continuará sempre enquanto Nós continuarmos um percurso simultaneamente livre e estranho, à mercê da tentadora ideia de um mundo melhor.

Pensar é um acto selvagem porque desassossegado no seu cerne, Talvez porque dure tão pouco anos precise de se caracterizar numa expressão perturbadora que o torne evidente e o faça distinto do nada.

Afastar-mo-nos da barbárie através da rota da experiência humana a que temos oportunidade de ter acesso e fazer uso disso é no mínimo excitante e audacioso.

Milhares nas ruas, outros tantos em casa! Poucos a quem cabe a decisão, talvez umas dezenas? À parte confortos vitoriosos de qualquer um dos lados, são ideias que se discutem. A urgência é para continuadamente dar espaço para fomentar a critica e a discussão de soluções ou para silenciar incómodas dissonâncias?

Pressionar para cristalizar o momento numa fotografia que agrade!

As fotografias apagam-se, tal como nós próprios, mas a memórias das nossas ideias tal como a água não se detém, arduamente sulca e segue.

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