Se fosse pintor desenhava uma última ceia em que todos olhavam para todos. Mas esse desenho tinha movimento, e os olhares direccionavam-se mais para uns do que para os outros. Porque se todos são importantes, há quem, para cada tarefa, em cada momento, consubstancie melhor as suas opiniões. Sugiro que o grande desafio do mundo contemporâneo é encontrar um equilíbrio entre a inclusão de todos nas estruturas de poder (a sua horizontalidade) com a manutenção, nessas estruturas, de uma escala de valor (a verticalidade).
PS. Não deixam de ser esteticamente fascinantes as diversas composições feitas e motivadas pela “A Última Ceia”.
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