Óptimo esse desafio – o da individualidade.
Antes de mais deu-me gozo neuronal ler o texto. Ideias a reter – poder dos fluxos vs. fluxos de poder; contradição entre escolha (desejo de ser) e necessidade (“exigências” vigentes do meio).
Agora umas dúvidas:
1. Quanto ao isolamento dos indivíduos, fala-se de uma competição excessiva. Que relação há entre os dois, gostava perceber melhor. Trata-se de um isolamento de uns indivíduos face aos outros ou do isolamento face ao meio. Os dois?
Entendo esse isolamento e toda esse vocabulário à luz de um modelo de matriz naturalista. A ideia que me ocorreu não foi nenhuma das anteriores mas pareceu-me que se tratava de uma competição sem especialização. Ou seja, todos os indivíduos são iguais entre si, não competem com diferentes funções ou com diferentes “ferramentas”. Como se todos fossem mais parecidos entre si inspirados por um modelo único – monolítico. Aumento de conflitualidade, saturação de forças in extremis, para um único objectivo. Digamos muitos e muita força, muita atenção à volta de pouco.
2. Mas claro que te referes a um modelo social e por isso nessa conflitualidade como se gera essa oportunidade de restringir do vasto para o muito especifico no real quotidiano? Porque muitos escolhem os mesmos? Porque parece “atraente” ou direi parasitária essa lógica? ( como se fosse uma erva daninha, que ocupa os terrenos e vinga em cima das ervas boas aniquilando-as)
Mas o melhor veio no fim.
“Temos de alterar a forma como nos definimos e definimos os outros e assentar a identidade em narrativas do devir, em oposição às narrativas do essencial. Esta é, quanto a mim, a forma de libertar todo o nosso potencial em prol do indivíduo e do seu colectivo. Para tal é importante assumir a importância das nossas reservas de personalidade. O que não é visto como central na nossa identidade.
Podemos ser seres mais vastos...”
Conceitos que me atraíram e gostaria de ver desenvolvidos:
- narrativas do devir
- reservas de personalidade
É pena é só desenvolveres estes assuntos no próximo ano, que tal este? Ainda tens uns dias? acho que não é vasto, é enoorrmee!
Finalmente é Sexta-feira
Há 14 anos
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