100 mil foi o número avançado no último programa "Prós e Contras" da RTP1 de portugueses que estão agora em Angola. Equivale a 1% da população portuguesa.
A ser verdade é espantoso! Vivemos num tempo de fluxos, num tempo de oportunidades.
Isto demonstra que há cá quem se atire para as coisas. Que arrisca. Que não está satisfeito e retira consequências dessa situação.
Boa sorte para todos eles!
Finalmente é Sexta-feira
Há 14 anos
4 comentários:
de facto!
contudo , angola é o pais que mais cresce no mundo.
corrupção e caciquismo para uns, oportunidades para outros.
a história repete-se e no mesmo sitio.
o sistemacapitalista faliu, mas angola oferece-se como um reduto, um nicho de oportunidades.
Tudo isso é verdade. Mas há muitos portugueses que foram trabalhar para Angola, ajudar a desenvolver aquele país e melhorar a sua qualidade de vida.
É a esses que desejo sorte.
E Angola está a fazer o seu caminho. As instituições farão o seu caminho. A sociedade civil angolana também. E a convivência massiva com comunidades de países democráticos poderá a acelerar todos esses processos.
Angola é um exemplo do que um sistema, fechado, centralizado, não capitalista, pode oferecer. A corrupção deve-se à ocupação do estado por um grupo, que se serve dele para enriquecer. As sociedades de mercado são sociedades onde se exige liberdade e transparência económica. Isso ainda não há em
Angola.
Será que o sistema capitalista faliu de facto? Nem todas as doenças matam. Será bom para nós que o sistema capitalista morra? Estamos dispostos a viver revoluções e convulções sucessivas? Será isso que acontecerá se de facto o sistema que nos rege for substituido no nosso tempo de vida.
Por mim, o sistema capitalista pode desaparecer amanhã. Estou disposta a aceitar as consequências. É claro que só valerá a pena que desapareça se o novo sistema a implantar for um sistema que ponha As Pessoas em primeiro lugar, acima de qualquer outra prioridade. Foi isso que falhou no capitalismo e maioria dos sistemas alguma vez instituídos.
Quanto a Angola, tenho vários amigos a viver e a trabalhar lá. Não é para todos realmente. Eu seria incapaz de conviver com tanta miséria e injustiça. Acabaria com certeza como a personagem feminina do Fiel Jardineiro!
Essa nuance "só vale a pena se" é determinante para responder à minha pergunta. A pergunte que faço a mim próprio à já algum tempo. Para valer a pena é necessário que surga algo pelo qual lutar.
Estou aberto a isso. Leio muita coisa e falo com muita gente diferente à procura desse futuro.
Mas não mudo com ilusões: todos os sistemas protegem mais uns do que outros. Para mim o que distingue a qualidade de um sistema politico-económico de outro é o grau de desigualdade e liberdade produzido por cada um.
O sistema capitalista pode estar a chegar ao fim. Existem sintomas de que deixou de funcionar para os efeitos que foi criado. Se isso se vier a confirmar tem de ser substituido.
Mas isso vai ser doloroso, julgo que será mais fácil anunciá-lo - o fim - do que vivê-lo.
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