Hoje fiquei bem impressionado com duas notícias publicadas no jornal Público de 17 Fevereiro de 2009, na página 6.
Nasceu uma nova fundação, denominada por Fundação Francisco Soares dos Santos. Foi criada pela família Soares do Santos e tem como objectivo "promover estudos que contribuam para melhorar o funcionamento das instituições públicas, contribuir para o desenvolvimento da sociedade e o reforço dos cidadãos."
Não podia ser mais oportuna!
Mas se os seus objectivos são importantes, considero mais relevante o que foi dito sobre os seus estatutos: "referem que a independência e o contraditório são condições base para todo o nosso trabalho."
A outra notícia são declarações de António Vitorino. Diz ela que "no futuro será necessário proceder a uma «revisitação à democracia representativa», uma vez que é evidente, defendeu, a «incapacidade actual do sistema de partidos.»
Existe uma relação entre estas notícias: ambas são geradas a partir de um problema que enferma a sociedade portuguesa: a parcialidade. E ambas as notícias desafiam esse perfil cultural. A fundação procurará promover estudos independentes, das afirmações de Vitorino pode se pressupor que a parcialidade dos partidos tem gerado muita ineficácia e bloqueios.
Um caminho possível parece ganhar legitimidade: são necessárias visões equidistantes, que procurem conciliar necessidades. Que nos libertem e nos permita aprender. Que inclua, em vez de assumir a defesa recorrente de uma qualquer parte.
Essas políticas baseadas em conhecimentos e pressupostos parciais são demasiado simplistas para servir num mundo tão complexo.
Mas estas notícias dão esperança!
Finalmente é Sexta-feira
Há 14 anos
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