Vivemos num país que muito enaltece os seus navegadores. Não sou diferente dos demais. Faço-o de tal forma que se tornou parte constituinte da minha personalidade – gosto de navegar e escolho os amigos pela sua capacidade de navegação.
As características humanas que impulsionaram os nossos nesse período da história de Portugal, são tão válidas hoje como foram nessa época. Num mundo tão vasto e dinâmico como o de agora o território humano por explorar é enorme, cada vez maior e mais fascinante, tal como os mares o eram nesse período.
O outro é fonte de novidade e o futuro está nas suas profundezas, em lugares de navegação tempestuosa. São essas idas e as recombinações permanentes que delas emergem que me fazem navegar rumo ao futuro.
Procuro incessantemente envolver-me de “Novos Navegadores” – todos aqueles que vêm no outro um espaço de descoberta, imenso, pleno de vidas, histórias e culturas. Escolhi explorar personalidades, como um dia se exploraram mares. E faço-o porque preciso delas, para me mover, para me deslocar daqui para além.
Navego à vista, porque o rumo não está em mim.
Finalmente é Sexta-feira
Há 14 anos
2 comentários:
Hás-de explicar melhor essa de escolheres amigos pelas capacidades de navegação. Fiquei curiosa para saber se se trata de uma figura de estilo ou não...
É uma figura de estilo. Escolho amigos pela sua capacidade de fluir comigo e com os outros.
Gente que acha outra gente um lugar interessante para explorar, aprender, conviver.
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