nas mesmas noticias ao redor daqueles que comentam o twitter ou o facebook, outras trazem dados de estudos antropológicos e psicológicos que afirmam que as redes socias para funcionarem efectivamente rodam números entre os 30 e 150 elementos. acrescentam que na vida animal a dimensão da rede social depende pois do tamanho e complexidade do cérebro. Outro dado, refere-se à quantidade e regularidade e qualidade que se atribui aos contactos preferencias - às relações intimas - e assentam os autores que as relações protegem independentemente o estatuto socio-económico ou do estilo de vida. tudo indica que manter relações a que se dá valor e relevância fomenta a circulação de experiências e aumenta probabilidade de resoluções de problemas - lato sensu.
comunicar tem sido uma aposta do humano, mas nem sempre cada vez que se comunica se está de facto a dar os tais "saltos" de que falas ricardo. a vontade de resolver problemas é um desafio que por vezes se tende a adiar, tantas vezes face inquietante da contradição e especificidade do nosso cérebro. por um lado evoluido e dotado naturalmente para a curiosidade, prospeção do meio e investigação das soluções. por outro, as necessidades básicas hiperapiziguadas nos circulos ditos desenvolvidos. sem combates, sem desafios que sejam mobilizadores de um "salto" humano. o caçar e lutar de outros tempos podem ter desaparecido e ter gerado um conforto e uma impressão civilizacional mais vasta e segura do que na realidade é - mais fragil, mas no entanto preciosa!
vale isto dizer que comunicar implica o toque, mobilização de musculos e sentidos, pensar e sentir, se tudo isto por ventura não serão apenas e só a mesma coisa.
somos provavelmente bem mais parecidos uns com os outros do que desejariamos. a única hipótese é de nos conhecermos e reconhecermos na mente do outro.o que implica a aposta, o improvavel, avançar para além do limite. criar familia, grupos bem como questiona-los e refunda-los.
facebook ou twitter - nada compete ou invalida a comunicação, nem faz de nós menos humanos e mais máquinas. não substitui a comunicação mas concorre seguramente de algum modo para esse espectro de experiência.
mas tal como qualquer actividade repetida e limitada, dirão alguns torna-se especializada e hipertrofia as outras funções - faz lembrar os perigos da masturbação do principio do seculo passado.
Finalmente é Sexta-feira
Há 14 anos

